quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

] da gaveta de guardados 8 (2002)

PREFÁCIOS (para livro de poemas)

eu) 20x02. dois mil e(m) dois

sábado, cachaceira entre amigos. convite aceito de bate-pronto: naquele dia mesmo trocávamos de gaveta: 10 anos d'escritos dum por 10 anos miscelânea doutro. sincronicidade da poesia em tempo mesmo destes beira-corgos metropolitanos./ não tardou a edição do vice-versa, exercício d'alteridade. projeto encorpando deu no vinte: 2002 capicua danada! celebração duma amizade vintona./ o que segue é o preto no branco, poesia ora hesitante - mar, ora exitante - cio, sempre humana. do homem - márcio? um elurófilo como tantos escritores. referindo a frase d'outrem: "não há afastamento entre nós que permita vão maior reclamado pelo abraço". deixo ao ledor seu juízo...

ele) 02x20. poesia a quatro mãos

"dois e dois outrora - e ele veria o quanto poderíamos ser crianças e então colocaríamos nossas traquinagens em favor da máquina do mundo.

dois e dois enquanto - estávamos embebidos de hospitalidade. guto trocava discos, servia a pinga, mariana sorria, com letícia na barriga. eras o mestre-de-obras, eu o pedreiro. tínhamos consciência do valor da argamassa.

dois e dois doravante - coloco o copo sobre a mesa. quase choro quando. alessandra me dá respaldo com seu olhar. como me acalora. falo coisas que não digo. só quando estou aqui, com meus amigos".

2 comentários:

o prefeito disse...

cinco anos depois e continuo falando coisas que não digo. guto serve a chachaça, letícia corre na sala, mariana ri e alessandra já não está mais aqui. sem respaldo, continuo, embora ainda digam que morrerei soterrado em minha terceira infância. sem respaldo, continuamos, na chuva ponteaguda que teima em nos impedir caminho, mas vamos, os 2 e mais ninguém, doravante e sempre, 30 anos serão poucos, 2.002 mais aparecerão, saídos da gaveta ou não, importa é que vivos dentro de nós, voadores e coratadores da razão do tempo, o que niguém tira ou surrupia. e quem puder que se segure.

Anônimo disse...

vida longa aos meus poetas ... a cachaça ainda é por minha conta